Aids em Mato Grosso do Sul, 1984 - 2012: Aspectos epidemiológicos, moleculares e clínicos

 

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – Aids, desde seu aparecimento em 1981 nos Estados Unidos, tem assumido características pandêmicas e desafiado os serviços e estruturas de saúde no seu enfrentamento. Hoje, a Aids é um problema global de saúde pública com impacto social, econômico e demográfico. O contingente populacional hoje afetado pela Aids, mais de 33 milhões de indivíduos, sendo mais de 590.000 pessoas no Brasil, que demandam atendimentos especializados e ações de prevenção e controle. As mudanças no perfil da epidemia da Aids, suscita o interesse em aprofundar o conhecimento da sua trajetória no estado de Mato Grosso do Sul, desde 1984 quando se notificou o primeiro caso em um jovem hemofílico até a presente data, denotando uma epidemia que dura 28 anos. O conhecimento epidemiológico mais acurado contemplando a transmissão vertical, tempo de sobrevida, tipos de virus circulantes no estado e doenças oportunistas mais freqüentes, além de outras informações epidemiológicas, como a forma de exposição ao vírus e o perfil dos casos quanto à evolução da doença, proporcionará instrumental para o enfrentamento, uma vez que a evolução constante da epidemia altera o perfil dos acometidos e dos expostos, dificultando assim a definição de estratégias de prevenção e assistência.