
O projeto Indigenous Peoples and Vital-Toxic Relations in Brazil (In-VITAL) está com duas vagas abertas para doutorado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS). As vagas terão orientação da professora Maria Paula Prates, coordenadora do projeto.
Sediado na University College London (UCL) e financiado pelo Wellcome Trust, o In-VITAL conta com a colaboração de pesquisadores e instituições no Brasil, entre elas o PPGAS/UFRGS, o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília (PPGAS/UnB) e a Fiocruz Mato Grosso do Sul.
O projeto tem duração inicial de cinco anos e estuda as relações entre substâncias consideradas vitais e tóxicas e as concepções indígenas de reprodução e parentesco. A pesquisa envolve trabalhos junto aos povos Guarani-Mbyá, Kaiowá, Yanomami e Munduruku e prevê o desenvolvimento de abordagens metodológicas colaborativas.
Bolsas
Cada bolsa de doutorado terá duração de 48 meses, a partir de março de 2027, com valor mensal de R$ 5.500.
De acordo com a chamada, o projeto também prevê o custeio do trabalho de campo e da participação em congressos nacionais e internacionais. Entre 2030 e 2031, os doutorandos poderão realizar estágio doutoral de seis meses no Departamento de Antropologia da University College London, com despesas de viagem e estadia cobertas pelo projeto.
Processo seletivo
Os candidatos deverão participar inicialmente do processo seletivo regular do PPGAS/UFRGS. Os aprovados nessa etapa participarão posteriormente de uma seleção específica para integrar o projeto In-VITAL, prevista para ocorrer entre janeiro e fevereiro de 2027.
Estudantes que já estejam regularmente matriculados no doutorado do PPGAS/UFRGS também poderão participar da seleção específica do projeto.
Entre os requisitos apresentados na chamada estão:
- mestrado em Antropologia Social ou área afim e familiaridade com o método-teoria etnográfico;
- projeto de pesquisa de até 4 mil palavras relacionado à temática do In-VITAL e propondo colaboração com um ou dois dos povos indígenas indicados na chamada;
- carta de apresentação de até 2 mil palavras;
- currículo acadêmico de até duas páginas.
A experiência prévia de trabalho com povos indígenas é considerada desejável, mas não constitui requisito obrigatório.
O documento também informa que os doutorandos deverão desenvolver trabalho de campo de longa duração, com período mínimo de um ano, além de participar de atividades acadêmicas relacionadas ao projeto.
Chamada completa: Clique aqui
Contato para informações:
Prof.ª Maria Paula Prates
maria.prates@ucl.ac.uk